30/jul
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O QUE É VÍCIO?
O vício é uma condição na qual uma pessoa se envolve no uso de uma substância ou em um comportamento para o qual os efeitos de recompensa fornecem um incentivo convincente para repetidamente perseguir o comportamento, apesar das consequências prejudiciais.
Há evidências científicas de que as substâncias e os comportamentos que causam dependência compartilham uma característica neurobiológica fundamental – ativam intensamente as vias cerebrais de recompensa e reforço, muitas das quais envolvem o neurotransmissor dopamina.
Tanto os transtornos por uso de substâncias quanto os comportamentos relacionados ao jogo têm uma probabilidade maior de serem acompanhados por condições de saúde mental, como depressão, ansiedade ou outros problemas preexistentes. Os transtornos relacionados ao uso de substâncias e jogos de azar não só envolvem muitos dos mesmos mecanismos cerebrais de compulsividade, como respondem a muitas das mesmas abordagens ao tratamento.
Como o vício afeta as funções executivas do cérebro, os indivíduos que desenvolvem um vício podem não estar cientes de que seu comportamento está causando problemas para si e para os outros. Com o tempo, a busca dos efeitos prazerosos da substância ou comportamento pode dominar as atividades de um indivíduo.
5 PASSOS PARA IDENTIFICAR UM VICIO
1. Tolerância
É a necessidade cada vez maior de uma determinada substância ou recompensa para se obter o mesmo efeito. A tolerância indica que a pessoa nunca está satisfeita; ela sempre precisará de mais, com a ilusão de que, se tiver um pouco mais, tudo ficará bem.
2. Abstinência
É uma reação do organismo que, por estar acostumado a uma certa estimulação, gera estresse a mesma está ausente. A interrupção do comportamento aditivo é percebida como algo errado pelo sistema nervoso central e pode envolver desde uma simples irritabilidade até tremores ou pânico.
3. Autoengano
O autoengano é a nossa capacidade de nos iludir para manter o vício. Quando estamos acreditando que está tudo bem, que se tem controle sobre a adição, que se pode parar quando quiser e outras racionalizações, estamos num estado de autoengano.
4. Perda de controle
A pessoa tem a sensação de não ter mais controle sobre o seu comportamento. É possível identificar a perda de controle, por exemplo, pelas diversas tentativas frustradas de interromper o comportamento aditivo.
5. Distorção da atenção
O foco da adição tende a ser também o foco da atenção da pessoa. Ela pode passar boa parte do tempo imaginando como será quando ela estiver dentro do seu vício (por exemplo, imaginando um doce no fim do dia), pensa constantemente em como conseguirá se engajar na adição, formas de ter mais tempo para as adições etc. Ou seja, a adição passa a controlar grande parte da vida.
Nós todos temos, em algum nível, alguns tipos de adição. É importante avaliar o quanto o resto da nossa vida é afetada pelos nossos comportamentos aditivos. Quando se trata de adições mais sérias, que envolvem risco de vida ou de saúde, um tratamento é recomendado.

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